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José
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  • Revistas Portuguesas

Análise Social

·          

Revista do Instituto de Ciências Sociais, publicada desde 1963.

 

Arquipélago

Revista da Universidade dos Açores, com diferentes séries em publicação - Ciências Sociais, Filosofia e História.

Biblos

Revista da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra.

Cadernos do Noroeste

 

Publicação semestral publicada desde 1987 pelo Centro de Ciências Histórico-Sociais da Universidade do Minho

 

Conímbriga

Revista do Instituto de Arqueologia da Universidade de Coimbra.

EVPHROSYNE

Revista do Centro de Estudos Clássicos da Faculdade de Letras de Lisboa. Publica um número por ano.

Faces de Eva. Estudos sobre a Mulher

 

Revista do Instituto Pluridisciplinar de História das Ideias, da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, editado semestralmente pelas Edições Colibri.

FINISTERRA, Revista Portuguesa de Geografia

Revista do Centro de Estudos Geográficos da Faculdade de Letras de Lisboa, existente desde 1966. Publica dois números por ano.

Humanitas

Revista do Instituto de Estudos  Clássicos da Universidade de Coimbra..

Ler História

Revista do ISCTE.

Revista da Faculdade de Letras

Revista semestral, fundada em 1933, com o intuito de publicar artigos de professores e alunos da faculdade.

Revista de História das Ideias

Revista do Instituto de História e Teoria das Ideias da Universidade de Coimbra.

Revista Portuguesa de História

Revista do Instituto de História Económica e Social da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra.

 

  • Revistas Brasileiras

 

Estudos Históricos

Revista semestral publicada desde 1988 pelo Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil da Fundação Getulio Vargas

Estudos Ibero-Americanos

Revista Semestral de estudos de sobre a História e a Literatura Ibero-Americana do Curso de Pós-Graduação em História.

História: Questões e Debates

A revista «História: Questões e Debates», é publicada pela Associação Paranaense de História e pelo Programa de Pós-Graduação em História da UFPR, há quinze anos e, recentemente, foi classificada entre as cinco melhores revistas científicas brasileiras da área de História

Revista Brasileira de História

A «Revista Brasileira de História» é o órgão oficial da Associação Nacional de História - ANPUH, publicada semestralmente.

Revista de História da Arte e Arqueologia

A Revista é publicada desde 1994 e o seu principal objetivo é promover uma maior divulgação da História da Arte e da Arqueologia no Brasil, relacionando-as com a produção internacional da área.

 

  • Revistas Espanholas

 

Cuadernos de Historia Contemporanea

Publicacão anual do Departamento de História Contemporânea da
Universidade Complutense de Madrid.

Hispania Nova. Revista de Historia Contemporánea.

Revista electrónica dedicada à História Contemporânea espanhola. Do seu conselho editorial fazem parte Miguel Artola, Josep Fontana e Gerard Dufour entre outros conhecidos historiadores.

Tiempos modernos.Revista Electrónica de Historia Moderna

Revista electrónica dedicada ao estudos dos séculos XVI a XVIII, e integrada no projecto CLIO. É dirigida pelo Prof. José Ramón Pérez Agüera, da Universidade Complutense de Madrid.

  • Revistas Francesas

 

Annales de Démographie historique

Revista anual publicada, desde 1997, pelas Edições Odile Jacob

Annales - Histoire, Sciences Sociales

Revista trimestral fundada em 1929 por Marc Bloch e Lucien Febvre, e actualmente publicada pela EHESS - École des hautes études en sciences sociales francesa.

Annales Historiques de la Révolution française

Revista trimestral, publicada desde 1908, que é o orgão oficial da «Sociedade de Estudos Robespierristas».

Bulletin de la Société française d'étude du XVIIIe siècle

Revista trimestral.

CARAVELLE - Cahiers du Monde Hispanique et Luso-Brésilien

 

Revista semestral, criada em 1963, publicada pela Universidade de Toulouse - Le Mirail (Toulouse II)

 

Dix-huitème Siècle

Revista anual fundada em 1969

L'Histoire

A mais conhecida revista francesa de divulgação histórica.

 

  • Revistas Britânicas

The Classical Quarterly

Revista semestral, fundada em 1906, e publicada pela «Oxford University Press». É uma das mais importantes revistas que se dedicam à antiguidade clássica.

The English Historical Review

Revista fundada em 1886, e publicada pela «Oxford University Press». Publica 5 números por ano. A English Historical Review é a revista de história mais antiga do mundo de língua inglesa.

European History Quarterly

 

European Review of History - Revue Européenne d'Histoire

Revista semestral editada pela European Association of Young Historians, criada em França pela Association des Jeunes Historiens.

French History

Revista trimestral, publicada pela «Oxford University Press» para a Society for the Study of French History.

German History The Journal of the German History Society

 

History Today

Revista mensal de divulgação, publicada desde 1951.

History Workshop Journal

Revista semestral publicada pela «Oxford University Press», fundada em 1976.

Journal of Design History

Revista trimestral publicada pela «Oxford University Press» para a Design History Society.

Past & Present

 

Revista trimestral fundada em 1952 pela «The Past & Present Society» e publicada pela «Oxford University Press».

 

The Journal of Economic History

Revista trimestral, fundada em 1940 e publicada pela «Cambridge University Press».

Portuguese Studies

Revista anual, lançada em 1985, e publicada pela «The Modern Humanities Research Association», associação fundada em Cambridge em 1918.

Social History

Revista quadrimestral, publicada pela editora Routledge.

 

  • Revistas Americanas

 

American Historical Review

Revista da «The American History Association», fundada em 1884. Publica 5 números por ano.

American Journal of Sociology

 

Revista semestral fundada em 1895 e publicada pela «The University of Chicago Press».

 

Classical Philology

Revista trimestral, fundada em 1906 e publicada pela «The University of Chicago Press».

Eighteenth-Century Studies

Revista trimestral, publicação oficial da «American Society for Eighteenth Century Studies», publicada pela Universidade Johns Hopkins University Press.

History of Religions

Revista trimestral, fundada em 1961 e publicada pela «The University of Chicago Press».

The Journal of Modern History

Revista trimestral, publicada pela «University of Chicago Press», sobre a História da Europa desde a Renanscença.

Journal of Near Eastern Studies

Revista trimestral, fundada em 1884 por William Rainey Harper.

Luso-Brazilian Review

Revista semestral fundada em 1964, publicada pela  «University of Wisconsin Press», mas editada pelo Centro de estudos Latino-Americanos da Universidade de Miami.

  • Revistas de outras proveniências

Access: History

Revista electrónica de história da Universidade de Queensland, Austrália. Existe desde 1997.

Contemporanea, Rivista di storia dell'800 e del '900

Revista que tenta um diálogo entre historiadores, apaixonados de história, discutindo temas de história e dos problemas da investigação, mas também de formação e didática, da actualidade e da história «on-line».

Chronicon. An Electronic History Journal

Revista electrónica de história publicada desde 1997 pelo Departamento de História do University College de Cork, na Irlanda.

Scandinavian Journal of History

 

Revista trimestral, publicada pela editora britânica Routledge para o Departamento de História da Universidade norueguesa de Bergen.

Quaderni storici

Revista quadrimestral de história, publicada pela editora italiana il Mulino, com um âmbito cronológico que vai da história da antiguidade à história contemporânea, ocupando-se da história social, económica e de «micro-história».


| José Nogueira dos Reis

 

Um Simples Estudioso - Autodidata

 

José Nogueira dos Reis

 

José Nogueira dos Reis

Abreviaturas Noções gerais sobre metodologia e prática histórica. 5. Abreviaturas mais utilizadas nas notas ou no texto.Anom.Anónimoart.artigo (só para artigos de leis e similares)cap.capítulocf.confrontared.edição (primeira, segunda; em inglês quer dizer organizador: editor.)ex.por exemplof. e v.frente e verso (página ímpar e página par)fig.figurafl. ou fol.folhaib. ibid. ou ibidemno mesmo lugar, isto é, na mesma obra e na mesma página; se fôr na mesma obra mas noutra página é op.cit.i.e.id est, isto é, quer dizer (em textos em inglês)infraver abaixoloc. cit.lugar citadomsmanuscrito. Plural mssn.notaNdANota do autor (habitualmente entre parênteses rectos)NdONota do organizador (habitualmente entre parênteses rectos)NdTNota do tradutor (habitualmente entre parênteses rectos)NBnote bemn.ºnúmero. mas pode omitir-se e escrever só o númeroob.cit. ou op. cit.obra já citada anteriormentepassimaqui e ali (quando não nos referimos a uma página precisa porque o conceito aparece em toda a obra). Normalmente serve para reforçar uma nota.p. ou pág.página. Plural pp. ou págs.par. ou §parágrafopseud.pseudónimoq.quadros.d.sem data (de edição)s.l.sem local (de edição)seg. ou sg.seguinte.sicassim (escrito assim mesmo pelo autor que se cita). Muitas vezes serve como sublinhado irónico no caso de erro significativo.tab.tabelatr. ou trad.traduçãov.ver, conferirv.ºverso.v.g.verbi gratia, por exemplo.vs.versus, em oposição avol.volume. Plural vols. Nota: Esta é uma lista das abreviaturas mais comuns,e não uma lista completa Fontes: Umberto Eco,Como se faz uma Tese em Ciências Humanas,2ª ed., Lisboa, Editorial Presença,1982 (Ed. original, Milão, 1977); Armando Nobre de Gusmão, Fernanda Maria Guedes de Campos e José Carlos Garcia Sottomayor (coord.) Regras Portuguesas de Catalogação - I: Cabeçalhos, Descrição de Monografias, Descrição de Publicações em Série 3.ª reimp., Lisboa, Biblioteca Nacional, 2000

 

Noções gerais sobre metodologia e prática histórica.

 

5. Abreviaturas mais utilizadas nas notas ou no texto.

Anom.

Anónimo

art.

artigo (só para artigos de leis e similares)

cap.

capítulo

cf.

confrontar

ed.

edição (primeira, segunda; em inglês quer dizer organizador: editor.)

ex.

por exemplo

f. e v.

frente e verso (página ímpar e página par)

fig.

figura

fl. ou fol.

folha

ib. ibid. ou ibidem

no mesmo lugar, isto é, na mesma obra e na mesma página; se fôr na mesma obra mas noutra página é op.cit.

i.e.

id est, isto é, quer dizer (em textos em inglês)

infra

ver abaixo

loc. cit.

lugar citado

ms

manuscrito. Plural mss

n.

nota

NdA

Nota do autor (habitualmente entre parênteses rectos)

NdO

Nota do organizador (habitualmente entre parênteses rectos)

NdT

Nota do tradutor (habitualmente entre parênteses rectos)

NB

note bem

n.º

número. mas pode omitir-se e escrever só o número

ob.cit. ou op. cit.

obra já citada anteriormente

passim

aqui e ali (quando não nos referimos a uma página precisa porque o conceito aparece em toda a obra). Normalmente serve para reforçar uma nota.

p. ou pág.

página. Plural pp. ou págs.

par. ou §

parágrafo

pseud.

pseudónimo

q.

quadro

s.d.

sem data (de edição)

s.l.

sem local (de edição)

seg. ou sg.

seguinte.

sic

assim (escrito assim mesmo pelo autor que se cita). Muitas vezes serve como sublinhado irónico no caso de erro significativo.

tab.

tabela

tr. ou trad.

tradução

v.

ver, conferir

v.º

verso.

v.g.

verbi gratia, por exemplo.

vs.

versus, em oposição a

vol.

volume. Plural vols.

 Nota: Esta é uma lista das abreviaturas mais comuns,
e não uma lista completa

Fontes:
Umberto Eco,
Como se faz uma Tese em Ciências Humanas,
2ª ed., Lisboa, Editorial Presença,1982 (Ed. original, Milão, 1977);


Armando Nobre de Gusmão, Fernanda Maria Guedes de Campos e
José Carlos Garcia Sottomayor (coord.)
Regras Portuguesas de Catalogação - I: Cabeçalhos, Descrição de Monografias,
Descrição de Publicações em Série

3.ª reimp., Lisboa, Biblioteca Nacional, 2000

 

José Nogueira dos Reis

 

http://cruzeiro.planetaclix.pt/1.html http://cruzeiro.planetaclix.pt/2.html 

José nogueira dos reis - CRONOLOGIA DA PARTICIPAÇÃO PORTUGUESA NAPRIMEIRA GUERRA MUNDIAL. 1910 5 de Outubro de 1910Instauração do regime republicano. O Exército, sobretudo o seu corpo de oficiais, não participou, de facto, nem a favor nem contra a insurreição.6 de Outubro de 1910O coronel de artilharia Correia Barreto é nomeado ministro da Guerra do Governo Provisório. Era um dos oficiais mais graduados a ter apoiado o novo regime político. Estará em funções até 3 de Setembro de 1911. 17 de Outubro de 1910Criação de uma comissão para estudar a reorganização do exército. 22 de Outubro de 1910O Brasil e a Argentina são os primeiros países a reconhecer oficialmente a República Portuguesa. 1911 2 de Março de 1911Lei do recrutamento. Instaura teoricamente, mas não de facto, o recrutamento universal. O sistema oficial das remissões - pagamento de um substituto - acaba, mas é substituído pelo sistema de pagamento para se ficar "não apto".3 de Maio de 1911Publicação do Decreto que organiza a Guarda Nacional Republicana. A criação da Guarda tinha como objectivo retirar ao exército, encarado como a Nação em Armas, a função de defesa do regime, e de manutenção da ordem pública. Esta divisão de tarefas nunca foi posta em prática.25 de Maio de 1911Decreto de reorganização do Exército. Previa a existência de 8 divisões e 1 brigada de cavalaria, com um quadro permanente de 1.773 oficiais e 9.926 praças. O serviço militar devia ser geral e obrigatório. Os mancebos passavam por uma escola de recruta, de 15 a 30 semanas, sendo chamados quase todos os anos (7 em 10) para as escolas de repetição, que duravam 2 semanas. Criavam-se também escolas de quadros, que formarão os futuros oficiais milicianos. 19 de Junho 1911Os Estados Unidos da América reconhecem a República Portuguesa, no dia da abertura da Congresso, sendo a primeira potência com algum significado a fazê-lo.24 de Agosto de 1911A França reconhece a República portuguesa, no dia da eleição do Presidente da República, sendo o primeiro ..b..

JNReis

 

 

Santa Eugénia

Alijó

CRONOLOGIA DA PARTICIPAÇÃO PORTUGUESA NA
PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL.

 

1910

5 de Outubro de 1910

Instauração do regime republicano. O Exército, sobretudo o seu corpo de oficiais, não participou, de facto, nem a favor nem contra a insurreição.

6 de Outubro de 1910

O coronel de artilharia Correia Barreto é nomeado ministro da Guerra do Governo Provisório. Era um dos oficiais mais graduados a ter apoiado o novo regime político. Estará em funções até 3 de Setembro de 1911.

17 de Outubro de 1910

Criação de uma comissão para estudar a reorganização do exército.

22 de Outubro de 1910

O Brasil e a Argentina são os primeiros países a reconhecer  oficialmente a República Portuguesa.

 

1911

 

2 de Março de 1911

Lei do recrutamento. Instaura teoricamente, mas não de facto, o recrutamento universal. O sistema oficial das remissões - pagamento de um substituto - acaba, mas é substituído pelo sistema de pagamento para se ficar «não apto».

3 de Maio de 1911

Publicação do Decreto que organiza a Guarda Nacional Republicana. A criação da Guarda tinha como objectivo retirar ao exército, encarado como a Nação em Armas, a função de defesa do regime, e de manutenção da ordem pública. Esta divisão de tarefas nunca foi posta em prática.

25 de Maio de 1911

Decreto de reorganização do Exército. Previa a existência de 8 divisões e 1 brigada de cavalaria, com um quadro permanente de 1.773 oficiais e 9.926 praças. O serviço militar devia ser geral e obrigatório. Os mancebos passavam por uma escola de recruta, de 15 a 30 semanas, sendo chamados quase todos os anos (7 em 10) para as escolas de repetição, que duravam 2 semanas. Criavam-se também escolas de quadros, que formarão os futuros oficiais milicianos. 

19 de Junho 1911

Os Estados Unidos da América reconhecem a República Portuguesa, no dia da abertura da Congresso, sendo a primeira potência com algum significado a fazê-lo.

24 de Agosto de 1911

A França reconhece a República portuguesa, no dia da eleição do Presidente da República, sendo o primeiro país europeu a fazê-lo

3 de Setembro de 1911

Nomeação do primeiro Governo Constitucional da República. O general Pimenta de Castro é ministro da Guerra.

11 de Setembro de 1911

Reconhecimento conjunto da República portuguesa pelas grandes potências europeias, todas com um sistema político monárquico: Grã-Bretanha, Espanha, Alemanha, Itália e Áustria-Hungria.

5 de Outubro de 1911

Primeira incursão monárquica, comandada por Paiva Couceiro, em Trás-os-Montes. O ministro da guerra, general Pimenta de Castro, será exonerado dia 8 de Outubro seguinte, devido a divergências com João Chagas, presidente do Conselho de Ministros. Será substituído pelo major Alberto da Silveira.

4 de Novembro de 1911

O governo de Angola pede auxílio a Lisboa para pôr cobro à rebelião instalada no planalto de Benguela, assim como no Bié, Lunda e Norte do Cassai

 

1912

 

31 de Janeiro de 1912

Forças militares e da carbonária tomam de assalto a União dos Sindicatos. Os presos são enviados para bordo da fragata D. Fernando e do transporte Pêro d'Alenquer.

7 de Fevereiro de 1912

O governo britânico desmente os boatos, postos a circular pelo embaixador português Teixeira Gomes, que davam como certo um acordo entre o Reino Unido e a Alemanha para divisão das colónias portuguesas de África.

15 de Abril de 1912

O Presidente do Ministério e ministro dos negócios estrangeiros, Augusto de Vasconcelos, garantiu na Câmara dos Deputados não existir nenhum tratado entre a Inglaterra e a Alemanha «de natureza a ameaçar a independência, a integridade e os interesses de Portugal ou de uma parte qualquer dos seus domínios.»

6 e 7 de Julho de 1912

As forças monárquicas de Paiva Couceiro entram, pela segunda vez, em Portugal tentando tomar a praça de Valença, o que não conseguem. Entrarão no dia seguinte em Trás-os-Montes tentando capturar Chaves. 

8 de Julho de 1912

Combate de Chaves. Os monárquicos são completamente desbaratados, deixando alguns mortos e feridos no campo.

10 de Julho de 1912

Os projectos de construção dos caminhos-de-ferro de Benguela, em Angola, e da Zambézia, em Moçambique, são aprovados.

8 de Agosto de 1912

O governador Norton de Matos funda a cidade de Huambo em Angola.

10 de Novembro de 1912

Afonso Costa, discursando em Santarém, afirma que «neste momento, em que vai talvez dar-se uma conflagração europeia ... nós não sabemos ainda qual terá de ser o nosso papel, porque não está definida verdadeiramente a natureza, a extensão, os efeitos da nossa aliança com a Inglaterra.»

18 de Dezembro

Um relatório secreto do Estado-Maior da Marinha britânica, conclui que Portugal não tinha para a Grã-Bretanha grande valor estratégico, desde que os seus  territórios atlânticos não caíssem nas mãos de potências hostis.

 

1913

 

9 de Janeiro

Tomada de posse do 1.º governo Afonso Costa

21 de Fevereiro de 1913

Confirmam-se as suspeitas de existência de negociações, entre a Grã-Bretanha e a Alemanha, sobre a remodelação do tratado anglo-alemão de 30 de Agosto de 1898, que de facto tratava da partilha das colónias portuguesas.

5 de Março de 1913

Lisboa informa os embaixadores de Paris e de Berlim da sua adesão ao Acordo Franco-Alemão de 4 de Novembro de 1911, que pôs fim à segunda crise marroquina.

27 de Abril de 1913

Tentativa revolucionária contra o primeiro governo presidido por Afonso Costa. É a primeira vez que republicanos participam num golpe contra um governo republicano.

10 de Junho de 1913

Lançamento de bombas sobre o cortejo de homenagem a Camões, que era constituído fundamentalmente por crianças.

3 de Julho de 1913

O governo Afonso Costa retira o direito de voto aos chefes de família analfabetos. O sufrágio universal deixa de existir em Portugal ao contrário de países como a Alemanha, Itália, Áustria, Montenegro, Suécia e Suiça. O número de eleitores é igual ao existente no tempo da monarquia.

7 de Julho de 1913

Tentativa revolucionária com assalto ao Quartel de Marinheiros

20 de Julho de 1913

Tentativas monárquicas de assalto a vários quartéis de Lisboa, contra os quais foram arremessadas bombas explosivas.

31 de Julho de 1913

Por meio de um ofício secreto, o ministro britânico dos Negócios Estrangeiros, Edward Grey, informa o seu embaixador em Portugal, Arthur Hardinge, de que o governo da Grã-Bretanha «opor-se-ia à intervenção de qualquer outra potência excepto a Espanha» nos assuntos portugueses.

13 de Agosto de 1913

É rubricado, com vista a posterior assinatura e ratificação, um novo Acordo Anglo-Alemão, que não só renovava as cláusulas do acordo de 1898 sobre as colónias portuguesas, acordo realizado no âmbito do pedido de empréstimo português após a bancarrota, mas também estabelecia uma nova partilha territorial, assim como alargava os fundamentos de intervenção.

14 de Outubro de 1913

O jornal O Dia publica, reproduzindo o Daily Telegraph londrino, as supostas bases do acordo franco-espanhol de Cartagena em que a França permitiria que a Espanha de Afonso XIII, de acordo com uma hipotética base VIII, pudesse reclamar uma intervenção directa em Portugal, motivada pela progressão da «anarquia» no país. 

20 de Outubro de 1913

Nova tentativa de revolução monárquica levada a cabo por civis e liderada por João de Azevedo Coutinho.

 

O texto definitivo do Acordo Anglo-Alemão de Agosto de 1913 é rubricado. O desmembramento e partilha das colónias portuguesas torna-se uma ameaça cada vez mais real.

9 de Dezembro de 1913

O ministro dos negócios estrangeiros alemão, fazendo no Reichtag o discurso anual sobre política externa, torna pública a existência de negociações com a Grã-Bretanha sobre as colónias portuguesas e prevê o êxito das mesmas.

16 de Dezembro de 1913

O embaixador português em Londres, Teixeira Gomes, consegue que o governo britânico se comprometa a não assinar o acordo anglo-alemão sem o requisito prévio da sua publicação. O que não interessava ao governo alemão.

 

1914

 

9 de Fevereiro de 1914

O governo chefiado por Bernardino Machado toma posse, tentando ser um governo de reconciliação nacional. O ministro da guerra é o general Pereira d'Eça.

10 de Fevereiro de 1914

O embaixador francês em Londres, Paul Cambon, faz notar à Grã-Bretanha que a publicação do acordo anglo-alemão de Outubro de 1913 sobre as colónias portuguesas, tornava significativa a aproximação anglo-alemã, o que implicava o enfraquecimento da «Entente Cordiale» entre Paris e Londres.

28 de Junho de 1914

O arquiduque Francisco Fernando, herdeiro presuntivo do imperador austro-húngaro Francisco José, é assassinado em Sarajevo, capital da província da Bósnia-Herzegovina, por revolucionários sérvios..

 

Discute-se no parlamento português o orçamento do ministério da Guerra. O ministro confidencia a um dos deputados, sobre o que o exército tinha ou não tinha para assegurar a defesa nacional: «Não digo que tem pouco, digo que não tem nada».

28 de Julho de 1914

A Alemanha acede a assinar o Acordo Anglo-Alemão sobre as colónias portuguesas nos termos pretendidos pela Grã-Bretanha.

 

A Áustria-Hungria declara guerra à Sérvia. A Rússia mobiliza, dando início às movimentações que levarão ao desencadear em 4 de Agosto da Primeira Guerra Mundial.

1 de Agosto de 1914

A Alemanha declara a guerra à Rússia. 

 

A França ordena a mobilização geral dos exércitos.

3 de Agosto de 1914

A Alemanha declara a guerra à França, e invade o Luxemburgo e a Bélgica.

 

O governo britânico entrega uma carta ao embaixador de Portugal em Londres, instando junto do «Governo português para se abster, por agora, de publicar qualquer declaração de neutralidade».

 

Uma multidão junta-se à porta do Banco de Portugal, para trocar as notas por metal, provocando uma crise financeira temporária. O montante das trocas diárias vai diminuindo ao longo dos dias seguintes.

4 de Agosto de 1914

A Grã-Bretanha declara a guerra à Alemanha, devido à violação do Tratado de 1831 que declarava a Bélgica território neutral perpetuamente.

 

O governo britânico informa oficialmente o governo português, por intermédio do seu embaixador em Lisboa, que «em caso de ataque da Alemanha contra qualquer possessão portuguesa, o Governo de Sua Majestade considerar-se-á ligado por estipulações da aliança anglo-portuguesa».

7 de Agosto de 1914

Devido ao deflagrar da 1.ª Guerra Mundial, o Congresso da República, reunido extraordinariamente aprova um documento de intenções sobre a condução da política externa. Afirma-se que Portugal não faltaria aos seus compromissos internacionais, sobretudo no que diz respeito à Aliança Luso-Britânica.

12 de Agosto de 1914

É decidida a organização de uma expedição militar com destino a Angola e a Moçambique.

 

É assinado o Tratado de Comércio e Navegação Luso-Britânico.

 

A França e a Grã-Bretanha declaram a guerra à Áustria-Hungria.

 

O Japão declara a guerra à Alemanha.

11 de Setembro de 1914

Partida de Lisboa de uma expedição militar, comandada pelo tenente-coronel Alves Roçadas, com destino a Angola. 

 

Partida de um corpo expedicionário para Moçambique. O posto fronteiriço de Mazúa, na fronteira de Moçambique com a África Oriental Alemã (actual Tânzania) tinha sido novamente atacado.

10 de Outubro de 1914

O governo britânico, invocando a antiga aliança, «formalmente convida o Governo Português a deixar a sua atitude de neutralidade, e enfileirar activamente ao lado da Grã-Bretanha e dos seus aliados.»

19 de Outubro de 1914

Partida de uma missão militar, composta pelos capitães Ivens Ferraz, Fernando Freiria e Azambuja Martins para conferenciar com o estado-maior britânico.

20 de Outubro de 1914

Movimentos revolucionários monárquicos em Mafra e Bragança. Declaram-se contra a participação de Portugal na Guerra.

 

O Partido Socialista promove uma manifestação de apoio ao Aliados.

5 de Novembro de 1914

Forças militares de reforço da guarnição portuguesa em Angola partem de Lisboa, comandadas pelo capitão-tenente Coriolano da Costa, devido a incidentes graves com tropas alemãs na fronteira.

17 de Novembro de 1914

É proibida a subida ao palco de uma revista, no Teatro da Rua dos Condes, por dar um quadro pouco abonatório do exército português.

23 de Novembro de 1914

Reunião extraordinária do Congresso da República em que o governo é autorizado a participar na guerra ao lado da Grã-Bretanha, e a ceder desde logo 20.000 espingardas com 600 cartuchos cada uma e 56 peças de artilharia pedidas pelo governo britânico.

 

1915

 

15 de Janeiro de 1915

O presidente da república, Manuel de Arriaga, reúne os principais dirigentes políticos para ouvir a sua opinião sobre a política seguida pelo Partido Democrático, de Afonso Costa, de empurrar Portugal para a guerra.

20 - 21 de Janeiro de 1915

«Movimento das Espadas». A maior parte dos oficiais da guarnição de Lisboa, chefiados por Machado Santos e Pimenta de Castro,  protesta por considerar que a demissão de um seu colega, o major João Craveiro Lopes, foi efectuada por motivos políticos. 

25 de Janeiro de 1915

O presidente da república, Manuel de Arriaga, demite o governo de Afonso Costa e encarrega, em ditadura, isto é, sem que o Congresso tivesse em sessão, o general Pimenta de Castro de formar um novo governo com intenção de preparar eleições. A participação dos militares nos assuntos políticos torna-se cada vez maior. 

3 de Fevereiro de 1915

Mais expedições militares partem para Angola, para fazer frente aos ataques constantes das forças alemãs.

4 de Março de 1915

Os deputados do Partido Democrático de Afonso Costa são proibidos de entrar no Parlamento. Os deputados e senadores democráticos reunidos em Loures, no Palácio da Mitra, aprovam uma moção declarando o ministério fora-da-lei.

22 de Abril de 1915

Os vereadores da Câmara Municipal de Lisboa são intimados a ceder o lugar à Comissão Administrativa nomeado pelo governo. São presos por terem recusados.

10 de Maio de 1915

Grandes manifestações republicanas em Lisboa.

14 de Maio de 1915

Em Lisboa, grupos tumultuosos de pessoas assaltam armazéns e padarias à procura de comida. Aproveitando a situação republicanos civis e militares levam a efeito um movimento revolucionário que custa centenas de mortos e feridos.

15 de Maio de 1915

O governo ditatorial de Pimenta de Castro é demitido, sendo nomeado João Chagas para formar o novo ministério. O general Norton de Matos é escolhido para ministro da Guerra.

17 de Maio de 1915

Devido ao atentado no Entroncamento a João Chagas, que fica gravemente ferido e cego de um olho, José Ribeiro de Castro é nomeado chefe do governo.

29 de Maio de 1915

Teófilo Braga é nomeado presidente da república interino, devido à demissão no dia 15 de Maio de Manuel de Arriaga.

13 de Junho de 1915

O Partido Democrático ganha as eleições legislativas, obtendo a maioria absoluta.

1 de Julho de 1915

Nova Lei Eleitoral. Os militares no activo passam a ter direito de voto. Os analfabetos continuam a não poder votar.

4 de Agosto de 1915

O governo é autorizado a contrair dois empréstimos, destinados a fazer face ao aumento das despesas com as forças expedicionárias enviadas para as colónias.

29 de Novembro de 1915

Afonso Costa, restabelecido de uma fractura do crânio, provocada pela saída precipitada de um carro eléctrico devido ao receio de um atentado bombista, é nomeado chefe do governo, constituído unicamente por membros do Partido Democrático.

 

1916

 

17 de Fevereiro de 1916

O governo português recebe um pedido do governo britânico «em nome da aliança» de «requisição urgente de todos os barcos inimigos estacionados em portos portugueses».

23 de Fevereiro de 1916

Portugal apreende todos os navios mercantes alemães fundeados nos Portos portugueses, a fim de serem colocados ao serviço da causa comum luso-britânica, numa operação dirigida pelo capitão de fragata Leote do Rego, comandante da Divisão Naval de Defesa.