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José Nogueira dos Reis

 José Nogueira dos Reis - Portugal na 1ª Guerra Mundial ..."Nós somos soldados. É uma grande irmandade, que junta à camaradagem das canções populares, o sentimento de solidariedade e uma lealdade deses-perada de uns para os outros, de homens condenados a morrer"... Erich Maria Remarque A Oeste Nada de Novo Aníbal Augusto MilhaisAníbal Augusto Milhais " O Milhões" Ficou conhecido como "o soldado Milhões"- ,na 1ª Guerra Mundial. Aníbal nasceu em Valongo, concelho de Murça, em Trás-os-Montes. Agricultor durante toda a vida, com excepção do tempo que fez dele um herói medalhado e celebrado. Na tropa foi incorporado no Regimento de Bragança e mais tarde no do Chaves. Em 1917 "partiu para a frente de combate". Um ano depois, chegava o "grande momento, o da batalha de La Lys", na Flandres. O dia preciso: 9 de Abril. Rezam as crónicas que uma força portuguesa se viu atacada pelos alemães. A nossa força chegou a ser destroçada e a situação era "a pior possível". Muitos portugueses foram mortos e os sobreviventes obrigados a retirar. O soldado Milhais viu-se sozinho numa trincheira e, então, ergueu-se, de metralhadora Lotz, e varreu uma coluna de alemães que vinham em motocicletas. E, segundo conta a lenda (ou terá sido mesmo verdade), terá feito o mesmo às colunas de 'boches' que entretanto surgiram. Parece que os alemães terão julgado que, em vez de um camponês sozinho, enfrentavam um fortíssimo regimento de portugueses e ingleses. O acto isolado deste soldado permitiu aos aliados tomar posição trinta e tal quilómetros mais atrás. Milhais, esse, continuou sozinho, a vaguear pelos campos, tendo apenas "amêndoas doces" para comer. Chegado ao acampamento, Milhais foi efusivamente abraçado pelo seu comandante: "Tu és Milhais, mas vales milhões". Por causa desse feito Milhões recebeu a Ordem de Torre e Espada de Valor, Lealdade e Mérito, em Isberg. 1ª Guerra Mundial ( 1914 - 1918 )Durante este período, com o começo da 1ª Guerra Mundial, Portugal proclamou a sua adesão à sua aliança com a Inglaterra (7 de Agosb

Santa Eugénia

5070-411

Índice

Santa Eugénia.. 1

Índice. 1

Informações profissionais. 1

Habilitações Académicas. 1

Formação Profissional 2

Formação Específica. 2

Colóquios, Retiros e Fóruns. 2

Experiência Profissional 2

Outras Actividades. 3

Cargo ou profissão. 4

Principais responsabilidades. 4

Departamento ou grupo de trabalho. 4

Ligações favoritas. 4

Contactos. 4

Endereço de correio electrónico. 5

Endereço na Web. 5

Telefone do escritório. 5

Projectos actuais. 5

Informações pessoais. 5

Interesses pessoais. 5

Informações profissionais

Habilitações Académicas2º Ano do Curso ComplementarPortuguês, exame ADOC (Faculdade de Letras no Porto )Formação ProfissionalCurso de Primeiros socorros - Secretaria de Estado da Segurança Social e Prevenção no TrabalhoCurso de Jovem Empresário Agrícola - Ministério da AgriculturaCurso de Aquisição de Competências Sócio - Profissionais (POEFDS ) - Sendo constituído por duas partes: Uma de Formação teórica com duração de 492horas, estando incluídas 120horas de informática, ministradas pelo Exmº Doutor António Mansilha; e a outra, de Formação Prática com duração de 168horas, correspondendo a um estágio, na entidade Junta de Freguesia Stª. Eugénia, que se está a prolongar desde Janeiro até à data. Exercendo as Funções de Toda a Parte Administrativa, Atendimento ao Público, ensaios, debates, levantamentos Sócio - Culturais, Patrimoniais, Históricos, Estudos, Planos e Objectivos, requerimentos para todas e quaisquer Repartições(como por ex.: Pedidos de Licença de plantio, reconstituições, certidões de teor, apoio telefónico, contagem de tempo para ex-combatentes, subsídios agrícolas, declaração de transporte de produtos agrícolas, de residência, de posse, de condição económica, de vida, etc. etc.), buscas na Internet. Uma espécie de "Loja do cidadão", mas, com um só "funcionário polivalente", um verdadeiro gabinete de apoio ao munícipe. Formação EspecíficaLeitor - CobradorTécnico - Classificador de VinhasAnimação - CulturalPromoção - CulturalLevantamento de Prédios RústicosRecenseamento Geral AgrícolaCensosPrevidência - Social, direitos, deveres, legislação e novos documentosImobiliáriaVindima, transporte, legislação e fiscalizaçãoFormação Autarca - Autarcas, Autarquias, Municípios e MunícipesFormação Autarca - Protecção CivilColóquios, Retiros e Fóruns 2 de 1 semana cada 1 - Seminário de Vila-Real(Padre Feitor Pinto ), incluía temas como: Historial do Cristianismo e das Religiões mais significativas; Cristianismo, outras religiões e liberdade de culto; Igreja e Estado; O cri..b..

Habilitações Académicas

2º Ano do Curso Complementar

Português, exame ADOC (Faculdade de Letras no Porto )

Formação Profissional

Curso de Primeiros socorros Secretaria de Estado da Segurança Social e Prevenção no Trabalho

Curso de Jovem Empresário Agrícola Ministério da Agricultura

Curso de Aquisição de Competências Sócio Profissionais (POEFDS ) Sendo constituído por duas partes: Uma de Formação teórica com duração de 492horas, estando incluídas 120horas de informática, ministradas pelo Exmº Doutor António Mansilha; e a outra, de Formação Prática com duração de 168horas, correspondendo a um estágio, na entidade Junta de Freguesia Stª. Eugénia, que se está a prolongar desde Janeiro até à data. Exercendo as Funções de Toda a Parte Administrativa, Atendimento ao Público, ensaios, debates, levantamentos Sócio Culturais, Patrimoniais, Históricos, Estudos, Planos e Objectivos, requerimentos para todas e quaisquer Repartições(como por ex.: Pedidos de Licença de plantio, reconstituições, certidões de teor, apoio telefónico, contagem de tempo para ex-combatentes, subsídios agrícolas, declaração de transporte de produtos agrícolas, de residência, de posse, de condição económica, de vida, etc. etc.), buscas na Internet. Uma espécie de «Loja do cidadão», mas, com um só «funcionário polivalente», um verdadeiro gabinete de apoio ao munícipe.

Formação Específica

Leitor Cobrador

Técnico Classificador de Vinhas

Animação Cultural

Promoção Cultural

Levantamento de Prédios Rústicos

Recenseamento Geral Agrícola

Censos

Previdência Social, direitos, deveres, legislação e novos documentos

Imobiliária

Vindima, transporte, legislação e fiscalização

Formação Autarca Autarcas, Autarquias, Municípios e Munícipes

Formação Autarca Protecção Civil

Colóquios, Retiros e Fóruns

2 de 1 semana cada 1 Seminário de Vila-Real(Padre Feitor Pinto ), incluía temas como: Historial do Cristianismo e das Religiões mais significativas; Cristianismo, outras religiões e liberdade de culto; Igreja e Estado; O cristão e a sociedade contemporânea; Paz, guerra, direitos universais do homem, Objectores de consciência , solidariedade e mecenato; Idealismo e Materialismo; Cristianismo e Marxismo.

Experiência Profissional

2002

Estágio na Junta de Freguesia de Santa Eugénia

2001

Censos

2000

Leitor de contadores eléctricos EDP(concelho de Alijó, Sabrosa e Murça )

1999

Escriturário Norte Frangos

1998

Vendedor Norte Frangos

1997

Vendedor Monteiro & Filhos

1996

Técnico Classificador de Vinhas (EDEM, Instituto do vinho e da vinha )

1995

Promotor Cultural Grupo Desportivo Cultural e Recreativo de StªEugénia

1994

Técnico de Armazém (Exportação ) Moto Meter

1993

 Imobiliária -  ( Madrid )

1992

  Mordomo -  ( Madrid )

1991

Barman ( Madrid ); Censos

Santa Eugénia.. 1

Índice. 1

Informações profissionais. 1

Habilitações Académicas. 1

Formação Profissional 1

Formação Específica. 1

Colóquios, Retiros e Fóruns. 2

Experiência Profissional 2

Cargo ou profissão. 3

Principais responsabilidades. 3

Departamento ou grupo de trabalho. 3

Ligações favoritas. 3

Contactos. 3

Endereço de correio electrónico. 3

Endereço na Web. 4

Telefone do escritório. 4

Projectos actuais. 4

Informações pessoais. 4

Interesses pessoais. 4

 

DE 1977 a 1992

Fui Empresário Agrícola, embora, por vezes, acumulasse com outras funções

1987

Recenseamento Geral Agrícola

DE 1984 a 1986

Mediador de Seguros Eagle Star

De 1979 a 1981

Educador de Adultos Ministério da Educação

1973

Levantamento de Propriedades Agrícolas Ministério das Finanças

DE 1972 a 1973

Escriturário Colégio Nossa Senhora da Boavista ( Vila Real )

De 1970 a 1972

Escriturário Casa do Povo de Santa Eugénia

Santa Eugénia.. 1

Índice. 1

Informações profissionais. 1

Habilitações Académicas. 1

Formação Profissional 2

Formação Específica. 2

Colóquios, Retiros e Fóruns. 2

Experiência Profissional 2

Cargo ou profissão. 4

Principais responsabilidades. 5

Departamento ou grupo de trabalho. 5

Ligações favoritas. 5

Contactos. 5

Endereço de correio electrónico. 5

Endereço na Web. 5

Telefone do escritório. 5

Projectos actuais. 5

Informações pessoais. 6

Interesses pessoais. 6

 

Teatro Autor, Co encenador e Actor

Co Fundador do Centro Cultural e Recreativo de StªEugénia

Co Fundador do Grupo Desportivo Cultural e Recreativo de StªEugénia

Co Fundador do Centro Social de StªEugénia

Direcção da Casa do Povo de StªEugénia

Assembleia                                  

Candidato a Assembleia de Freguesia

Candidato a Assembleia Municipal

Deputado da Assembleia Municipal

                                  de Freguesia

Militante de Partido Político

Sócio dos Bombeiros Voluntários de Alijó

                                  G.D.C.R.StªEugénia

                                  Cento Social    

Cooperador do Funcionário/Encarregado do Grémio dos Viniticultores

                                                                             dos CTT

                                  Estafeta dos CTT ( Carteiro )

Explicador

Participação em Torneios de Damas e Xadrez

Participação na 1ªVinord ( 3º Lugar Canções )

Participação no 1º FITEI ( Festival de Teatro de Expressão Ibérica )

Atleta de Futebol

Membro de Mesas da Assembleia de voto; Inclusive 16/12/2001 e 17/03/2002

Organização de várias excursões:

Santarém

Braga

Castelo Branco

Mirandela

Santiago de Compostela

Membro do Grupo Cristão «Oásis»

Delegado Político

Encontros de Municípios

Participei em várias iniciativas do INATEL

Co Fundador da Associação de ovinos e caprinos de Vila Real e Bragança

1968 Fundei e Redigi um jornal de turma (Gomes Teixeira)

1970 Co Fundador do Jornal menor, «O Plátano»

1974 - Participei Activamente nas campanhas de «Politização»

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Cargo ou profissão

Escriturário

Principais responsabilidades

Toda a Parte Administrativa.

Departamento ou grupo de trabalho

Junta de Freguesia de Santa Eugénia

 

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Ligações favoritas

            http://nogueirareis.tripod.com;

http://nogueirareis.tripod.com/alijo;

http://nogueirareis.tripod.com/santaeugenia

http://reis19.tripod.com/jnr;

http://reis19.tripod.com/rnj;

http://reis19.tripod.com/reis19;

http://jose727.tripod.com;

http://jose727.tripod.com/TituloPrincipal;

http://HipyReis.tripod.com;

http://HipyReis.tripod.com/TituloPrincipal;

http://juntafreguesia.tripod.com;

http://santaeugenia.tripod.com;

http://josereis.planetaclix.pt;

http://josereis.planetaclix.pt/1.html;

http://josereis.planetaclix.pt/2.html;

http://josereis.planetaclix.pt/3.html;

http://josereis.planetaclix.pt/4.html;

http://josereis.planetaclix.pt/5.html;/6/7.

http://josereis.planetaclix.pt/Pessoal;

http://josereis.planetaclix.pt/J.N.Reis.html;

http://josereis.planetaclix.pt/reis.html;

http://josereis.planetaclix.pt/santaeugenia.html;

http://rjn.planetaclix.pt/index.html;

http://rjn.planetaclix.pt/1.html.

http://cruzeiro.planetaclix.pt/index.html

http://cruzeiro.planetaclix.pt/1.html /2/3/4/5/6/7/8/9

http://manuelalvesareias.planetaclix.pt/index.html

http://manuelalvesareias.planetaclix.pt/1.html /2/3

http://sportingvila-real.tripod.com

http://sporting9.tripod.com

http://josereis.tripod.com

 

 

 

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Contactos

Endereço de correio electrónico

HipyReis@clix.pt

JNReis@clix.pt

Reis0@portugalmail.com

rnjose@hotmail.com

JNogueiraReis@sapo.pt

Reis22@lycos.com.

JNR.SE@mail.pt.

reisnet@mixmail.com

 

 

santaeugenia@santaeugenia.zzn.com

santabarbar@santaeugenia.zzn.com

nogueirareis@santaeugenia.zzn.com

 

 

Endereço na Web

http://nogueirareis.tripod.com/

http://jose727.tripod.com

http://reis19.tripod.com

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http://sportingvila-real.tripod.com

http://sporting9.tripod.com

http://santaeugenia.tripod.com

http://HipyReis.tripod.com

http://josereis.planetaclix.pt

http://rjn.planetaclix.pt

http://cruzeiro.planetaclix.pt

http://manuelalvesareias.planetaclix.pt

http://HipyReis.planetaclix.pt

http://josereis.tripod.com

http://jnreis.tripod.com.br/jnreis/

 

 

 

Telefone do escritório

259646486

 

 

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Projectos actuais

 

   Entrar para a Faculdade

Iniciar o Curso de Sociologia

 

 

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Informações pessoais

José Nogueira Reis

Data de Nascimento: 20/03/1953

Estado civil: Separado

B.I.nº3451368

Habilitações Literárias: 2º Ano do Curso Complementar, mais a Disciplina de Português, no exame A.D.O.C., na Faculdade de Letras

 

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Interesses pessoais

   Leitura

Teatro

Informática

Xadrez

Damas

Divertimento

Sociabilização

 

 

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Última revisão: Segunda-feira, 24 de Junho de 2002

 

 

 

 

..."Nós somos soldados. É uma grande irmandade, que junta à camaradagem das canções populares, o sentimento de solidariedade e uma lealdade deses-perada de uns para os outros, de homens condenados a morrer"...

Erich Maria Remarque

A Oeste Nada de Novo

Aníbal Augusto Milhais

Aníbal Augusto Milhais " O Milhões"

Ficou conhecido como «o soldado Milhões»- ,na 1ª Guerra Mundial. Aníbal nasceu em Valongo, concelho de Murça, em Trás-os-Montes. Agricultor durante toda a vida, com excepção do tempo que fez dele um herói medalhado e celebrado.

Na tropa foi incorporado no Regimento de Bragança e mais tarde no do Chaves. Em 1917 «partiu para a frente de combate». Um ano depois, chegava o «grande momento, o da batalha de La Lys», na Flandres.

O dia preciso: 9 de Abril. Rezam as crónicas que uma força portuguesa se viu atacada pelos alemães. A nossa força chegou a ser destroçada e a situação era «a pior possível».

 

Muitos portugueses foram mortos e os sobreviventes obrigados a retirar. O soldado Milhais viu-se sozinho numa trincheira e, então, ergueu-se, de metralhadora Lotz, e varreu uma coluna de alemães que vinham em motocicletas.

E, segundo conta a lenda (ou terá sido mesmo verdade), terá feito o mesmo às colunas de 'boches' que entretanto surgiram. Parece que os alemães terão julgado que, em vez de um camponês sozinho, enfrentavam um fortíssimo regimento de portugueses e ingleses.

O acto isolado deste soldado   permitiu aos aliados tomar posição trinta e tal quilómetros mais atrás. Milhais, esse, continuou sozinho, a vaguear pelos campos, tendo apenas «amêndoas doces» para comer.

Chegado ao acampamento, Milhais foi efusivamente abraçado pelo seu comandante: «Tu és Milhais, mas vales milhões». Por causa desse feito Milhões recebeu a Ordem de Torre e Espada de Valor, Lealdade e Mérito, em Isberg.

1ª Guerra Mundial ( 1914 - 1918 )

Durante este período, com o começo da 1ª Guerra Mundial, Portugal proclamou a sua adesão à sua aliança com a Inglaterra (7 de Agosto de 1914) e pediu para entrar nas operações militares contra a Alemanha. Em 17 de Setembro partiu uma primeira expedição para reforçar as colónias em África, que lutaram no noroeste de Moçambique, na fronteira com o Tanganica, e no sudoeste de África, na fronteira com a África Sul-ocidental alemã.

Em Fevereiro de 1916 Portugal apresou os barcos alemães que estavam nos seus portos , e a Alemanha declarou-lhe guerra ( 9 de Março ). Um submarino alemão bombardeia a cidade do Funchal na ilha da Madeira em Dezembro de 1916, o que causou grande emoção em Lisboa.

 

1ª Guerra Mundial - Soldados portugueses treinando-se com as máscaras de gás

( Fotografia da www.ukans.edu )

 

Uma expedição portuguesa ( o CEP )partiu para a frente ocidental em 1917, sob o comando do General Tamagnini de Abreu; em 9 de Abril de 1918, ficaram debaixo de forte ataque alemão na batalha de La Lyz. Pelo tratado de Versalhes (1919) Portugal recebeu 0,75 porcento das indemnizações pagas pelos alemães e o Quionga área de Moçambique capturada pelas forças portuguesas na África Oriental.

O total de efectivos portugueses enviados para a França, entre 1917 e 1918, foi de 55.083. Tivemos 2.086 mortos e 5.524 feridos, o custo do baptismo de fogo, que o governo da República insistiu dar a Portugal para defender o seu Império Colonial.

 

C.E.P. -  Corpo Expedicionário Português tradução do inglês  Portuguese Expeditionary Corps, com que os ingleses denominaram as forças portuguesas que combateram na Grande Guerra, e que mais tarde os próprios soldados portugueses denominaram  de " Carneiros de Exportação Portuguesa", pela falta de preparação técnica e ausência de equipamento militar adequado a essa guerra moderna.

A Batalha de La Lyz

Foi na madrugada de  9 de Abril de 1918 que o fogo dos bombardeamentos alemães (sob o comando do general Ludendorff) inundou a terra e cobriu os céus de pesadas nuvens negras, onde os homens se submergiam, mortos ou feridos, na lama espessa. Foi a célebre Batalha de La Lys, que deixou um  saldo aterrador no o sector português: dos 7500 homens destroçados, mais de mil caíram mortos.

A participação portuguesa na guerra de 14-18 (que se repartiria entre França, Angola e Moçambique) foi na altura, tema de batalhas verbais, entre os partidários de Afonso Costa, no Poder, e as alas da direita republicana, monárquica e clerical, avessas a uma intervenção no conflito.

O primeiro contingente do CEP partiria a 26 de Janeiro de 1917 em direcção à Flandres francesa, mas os episódios dramáticos da presença portuguesa culminariam com a tragédia de 9 de Abril de 1918. Num só dia morreu metade do total dos portugueses caídos em França.

O golpe militar de 5 de Dezembro de 1917, em Lisboa, protagonizado por Sidónio Pais, parece ter sido a machadada final numa moral beligerante desde sempre frágil. O CEP ficaria entregue à má sorte, por um novo poder a braços com uma inflação nunca vista, falta de alimentos, pestes e a contestação cada vez mais forte de uma guerra distante.

Embora as romagens anuais efectuadas ao túmulo do Soldado Desconhecido pretendam homenagear «todos quantos lutaram por Portugal, independentemente de qualquer época ou lugar», nunca poderão compensar o "crime" de se ter enviado para a morte, em 1917, milhares de portugueses, que não tinham preparação militar adequada, nem meios materiais e equipamento para uma guerra moderna.

 

Nota - Aquilo que os portugueses denominaram de Batalha de La Lyz, foi realmente o primeiro dia da Ofensiva de La Lyz do general Ludendorff, denominada Operação Georgette lançada pelo Sexto Exército Alemão contra a segunda divisão do CEP. Só nesse dia tivemos 7.425 baixas entre oficiais e soldados.

 

 

José nogueira dos reis

 

José nogueira dos reis

Nas trincheiras, reinou sobretudo o desânimo

 

José Nogueira dos Reis - Informações profissionais Habilitações Académicas 2º Ano do Curso ComplementarPortuguês, exame ADOC (Faculdade de Letras no Porto )Formação ProfissionalCurso de Primeiros socorros Secretaria de Estado da Segurança Social e Prevenção no TrabalhoCurso de Jovem Empresário Agrícola Ministério da AgriculturaCurso de Aquisição de Competências Sócio Profissionais (POEFDS ) Sendo constituído por duas partes: Uma de Formação teórica com duração de 492horas, estando incluídas 120horas de informática, ministradas pelo Exmº Doutor António Mansilha; e a outra, de Formação Prática com duração de 168horas, correspondendo a um estágio, na entidade Junta de Freguesia Stª. Eugénia, que se está a prolongar desde Janeiro até à data. Exercendo as Funções de Toda a Parte Administrativa, Atendimento ao Público, ensaios, debates, levantamentos Sócio Culturais, Patrimoniais, Históricos, Estudos, Planos e Objectivos, requerimentos para todas e quaisquer Repartições(como por ex.: Pedidos de Licença de plantio, reconstituições, certidões de teor, apoio telefónico, contagem de tempo para ex-combatentes, subsídios agrícolas, declaração de transporte de produtos agrícolas, de residência, de posse, de condição económica, de vida, etc. etc.), buscas na Internet. Uma espécie de «Loja do cidadão», mas, com um só «funcionário polivalente», um verdadeiro gabinete de apoio ao munícipe.Formação EspecíficaLeitor CobradorTécnico Classificador de VinhasAnimação CulturalPromoção CulturalLevantamento de Prédios RústicosRecenseamento Geral AgrícolaCensosPrevidência Social, direitos, deveres, legislação e novos documentosImobiliáriaVindima, transporte, legislação e fiscalizaçãoFormação Autarca Autarcas, Autarquias, Municípios e MunícipesFormação Autarca Protecção CivilColóquios, Retiros e Fóruns2 de 1 semana cada 1 Seminário d..b..

Prédio Urbano Declaração de Consentimento de Venda Compra e Venda com Reserva de Propriedade Compra e Venda com Cláusula de Preferência Vendas a Prestações Compra e Venda e Locação Fianceira Contrato de Sociedade Constituição de Sociedade Anónima Constituição de Sociedade por Quotas Constituição de Sociedade em Nome Colectivo Constituição de Sociedade em Comandita Aumento de Capital Aumento de Capital e Entrada de Novos Sócios Aumento de Capital por Incorporação de Reserva e em Numerário Transformação de Sociedade por quotas em Anónima e Aumento de Capital Dissolução Cessão de Quotas Cessão de Quotas e Alteração ao Pacto de Sociedade Fundo de Pensões Agência Distribuição Consórcio Trespasse de Estabelecimento Comercial Cessão de Exploração Cessão de Créditos Empréstimo Arrendamento Urbano Contrato de Arrendamento Habitacional Arrendamento Habitacional de Duração Limitada Arrendamento Comercial Arrendamento Rural Subarrendamento Doação Doação por Conta da Legítima e com Reserva de Usufruto Doação por Força da Quota Disponível e com Condição Dispensa de Colação Permuta Usufruto Compra e Venda de Usufruto Renúncia ao Usufruto Servidão Constituição de Propriedade Horizontal Estatutos de Condomínio Prestação de Serviços Contrato de Prestação de Serviços Empreitada Contrato de Trabalho Contrato de Trabalho a Termo Certo Contrato de Trabalho a Termo Incerto Contrato de Trabalho Sem Termo Formação Profissional Contrato de Edição ou de Publicação Contrato de Fornecimento de Equipamento Informático e Assistência e Manutenção Técnica b

 

    

 
      
     
     
 


Comissão de Festas de Santa Eugénia - 2002

Torneio de Futebol de 5

Ficha de Inscrição

 

 Bolas

Categoria 

 


Nome Completo da Equipa

Apelido(s) que deseja usar

Nome do Director Desportivo

Data Nascimento / /

Morada

Código postal

Localidade

Telefone Telemóvel.
Email
Nome do Treinador

Morada

Código postal

Localidade

Telefone Fax
Correspondência a enviar para morada privada institucional
Nome do Capitão de Equipa
 Nome dos Atletas                     Número do B.de Identidade

      
                                               

          
     

  

  

  

  

  

  

  

 

 

Resultado do Jogo

 



 




Torneio Realizado pela Comissão de Festas de Santa Eugénia, do Ano 2002

Comentários ao Intervalo

Comentários no Final

Data / /
Assinatura


 
 

   

José nogueira dos reis

 José nogueira dos Reis - Secam as fontes e os rios, ardem as searas e a nossa casa e as árvores nuas amaldiçoam o céu, sem sabermos porquê. Morrem os jovens antes de se amarem e os poetas com os poemas inacabados e as crianças olhando espantadas para o céu, sem saberem porquê. Um vento noturno deixou insepultos ventres e seios e desejos de maternidade nunca realizados, e secou risos e cantares subindo para o céu, sem sabermos porquê. Andam as guerras pelo mundo: somente possuímos uma voz, uma voz e essa voz não se calará e nós sabemos porquê! Tomaz Kim, Campo de Batalha    Secam as fontes e os rios,
  ardem as searas e a nossa casa
  e as árvores nuas amaldiçoam o céu,
  sem sabermos porquê.

  Morrem os jovens antes de se amarem
  e os poetas com os poemas inacabados
  e as crianças olhando espantadas para o céu,
  sem saberem porquê.

  Um vento noturno deixou insepultos
  ventres e seios e desejos de maternidade
  nunca realizados,
  e secou risos e cantares subindo para o céu,
  sem sabermos porquê.

  Andam as guerras pelo mundo:
  somente possuímos uma voz, uma voz
  e essa voz não se calará
  e nós sabemos porquê!

Tomaz Kim, Campo de Batalha  

 

 

 

 

 

José Nogueira dos Reis - BIOGRAFIAS Muitos foram os intervenientes em toda a história da Primeira Guerra Mundial, salientando-se os russos, os franceses, os americanos, os ingleses e os austro-húngaros. Em baixo estão apresentadas algumas, das suas biografias (por ordem alfabética). Allenby, Edmund Henry Hynman (1861-1936) - Marechal inglês, comandante das forças britânicas da Palestina em 1917-1918, tomou Jerusalém e Damasco. Alto-comissário no Egipto (1919 a 1925), coube-lhe aplicar o Tratado anglo-egípcio de 1922. Brussilov, Aleksei (1853-1936) - General russo que ficou célebre pela sua ofensiva na Galícia (1916). Generalíssimo em 1917, aderiu ao regime dos soviéticos. Clemenceau, George (1841-1929) - Político orador e escritor francês. Foi um dos chefes do Partido Radical e fez parte das várias Câmaras, combatendo a política colonial e movendo duras campanhas, que provocaram a queda de vários gabinetes. Foi cognominado o Tigre, pelo seu espírito combativo, tornando-se em 1906 presidente do Conselho, cargo que ocupou até 1909. No início da Primeira Guerra Mundial ocupava o lugar de presidente da Comissão do Exército, tendo demonstrado um patriotismo inquebrável e propondo a formação de um governo nacional que pudesse conduzir a França à vitória. Chamado de novo à presidência do Conselho em 1917, acumulou também o cargo de ministro da Guerra, actuando com uma grande energia e contribuindo bastante para a derrota da Alemanha e dos seus aliados. Foi chamado o Pai da Vitória, sendo-lhe concedido o título de benemérito da Pátria. Participou nas negociações do Tratado de Versalhes, nas quais adoptou uma posição intransigente para com a Alemanha, a fim de evitar o perigo de uma nova ameaça para a França. Após a sua derrota nas eleições presidenciais de 1920 abandonou a vida política. Ferdinando, Francisco (1863-1914) - Príncipe e arquiduque da Áustria-Hungria. Era sobrinho do Imperador Francisco. Casou com a condessa Sofia Choteck contra a vontade do tio. As suas ideias políticas nub


  Muitos foram os intervenientes em toda a história da Primeira Guerra Mundial, salientando-se os russos, os franceses, os americanos, os ingleses e os austro-húngaros. Em baixo estão apresentadas algumas, das suas biografias (por ordem alfabética).


   Allenby, Edmund Henry Hynman (1861-1936) - Marechal inglês, comandante das forças britânicas da Palestina em 1917-1918, tomou Jerusalém e Damasco. Alto-comissário no Egipto (1919 a 1925), coube-lhe aplicar o Tratado anglo-egípcio de 1922.


   Brussilov, Aleksei (1853-1936) - General russo que ficou célebre pela sua ofensiva na Galícia (1916). Generalíssimo em 1917, aderiu ao regime dos soviéticos.


   Clemenceau, George (1841-1929) - Político orador e escritor francês. Foi um dos chefes do Partido Radical e fez parte das várias Câmaras, combatendo a política colonial e movendo duras campanhas, que provocaram a queda de vários gabinetes. Foi cognominado o Tigre, pelo seu espírito combativo, tornando-se em 1906 presidente do Conselho, cargo que ocupou até 1909. No início da Primeira Guerra Mundial ocupava o lugar de presidente da Comissão do Exército, tendo demonstrado um patriotismo inquebrável e propondo a formação de um governo nacional que pudesse conduzir a França à vitória. Chamado de novo à presidência do Conselho em 1917, acumulou também o cargo de ministro da Guerra, actuando com uma grande energia e contribuindo bastante para a derrota da Alemanha e dos seus aliados. Foi chamado o Pai da Vitória, sendo-lhe concedido o título de benemérito da Pátria. Participou nas negociações do Tratado de Versalhes, nas quais adoptou uma posição intransigente para com a Alemanha, a fim de evitar o perigo de uma nova ameaça para a França. Após a sua derrota nas eleições presidenciais de 1920 abandonou a vida política.


   Ferdinando, Francisco (1863-1914) - Príncipe e arquiduque da Áustria-Hungria. Era sobrinho do Imperador Francisco. Casou com a condessa Sofia Choteck contra a vontade do tio. As suas ideias políticas nunca chegaram a ser postas em prática pois, foi assassinado em Sarajevo, na Bósnia, por um estudante de nome Jarilo Prinzip. Este incidente é apontado como uma das causas próximas do desencadear da Primeira Guerra Mundial.


   Foch, Ferdinand (1851-1929) - Marechal francês e importante figura da Primeira Guerra Mundial. Em 1914 tem a seu cargo o 20º corpo de exército, passando depois a comandar o 9º exército. Em 1916 é escolhido para comandante dos exércitos do Norte, no mesmo ano passa a chefe do Estado-Maior do Exército francês e em Abril de 1917 é nomeado comandante-chefe das forças aliadas. Participa nas batalhas do Marne e obtém êxitos notáveis nas de Charmes, Aisne, Vesle, Saint-Gond, e na ofensiva do Somme. Em Novembro de 1918 recebe os plenipotenciários alemães que, a 11 desse mês, assinaram o Armistício. Autor de: Des Principes de la Guerre e De la conduite de la Guerre.


   Franchet D'Esperey, Louis (1856-1942) - Marechal da França que comandou o 1º corpo de 1914. Comandante-chefe das forças aliadas do Oriente (1918), rompeu a frente da Macedónia (Setembro), forçou os búlgaros a pedirem o armistício e levou os aliados até ao Danúbio e de Belgrado à fronteira romena. Inspector das forças da África do Norte de 1923 a 1931.


   Guilherme II (1859-1941) - Imperador da Alemanha que afastou Bismark, governando ele próprio o país. A sua política externa, extremamente agressiva, conduz ao bloqueio alemão por parte de Inglaterra, França e Rússia, aos quais declarou guerra em 1914. É derrotado, o que o leva a renunciar ao trono. Retira-se para a Holanda.


   Hindenburg, Paul von Benekendorf und von (1847-1934) - Militar e político alemão que ficou célebre na história da Primeira Guerra Mundial. Combateu na guerra franco-prussiana em 1871. Estando no comando do oitavo exército alemão, infligiu uma pesada derrota às forças russas, em Tannenberg, tendo-lhe por isso sido atribuído o título de marechal-de-campo e o título de comandante da frente oriental. De 1919 até à data em que faleceu, foi presidente da República. Em 1933, Hindenburg, a conselho de um político seu amigo, de seu nome Von Papen, convidou Hitler para chanceler.


   Jellicoe, John (1859-1935) - Almirante inglês, especialista em artilharia naval. Almirante da frota do Atlântico, comandou os encontros do mar do Norte e na batalha da Jutlândia (1914-1916). Foi primeiro-lorde do Almirantado e governador da Nova Zelândia.


   Joffre, Joseph (1852-1931) - Marechal francês, figura destacada da Primeira Guerra Mundial. Obteve a decisiva vitória no Marne em 1914 e iniciou depois uma guerra de desgaste contra os alemães, como comandante supremo dos exércitos franceses. Em 1917, foi enviado em missão aos Estados Unidos, preparando o envio de tropas americanas para a França.


   Lloyd, George David (1863-1945) - Político britânico de origem galesa, foi deputado a partir de 1890 e representou a ala esquerda do partido liberal, de que se tornou líder. No Parlamento, defendeu o nacionalismo galês e o não-conformismo religioso, combateu o capitalismo e o imperialismo (durante a guerra dos bôeres), e mostrou-se partidário de reformas avançadas, que a sua designação para o posto de ministro das Finanças lhe permitiu realizar (1908-1915). Em 1911 fez votar uma lei sobre os seguros sociais e viu o seu projecto de aumento do imposto sobre a renda e as sucessões chocar-se com violenta oposição dos conservadores. Respondeu com uma lei parlamentar que restringiu os poderes dos lordes. Durante a Primeira Guerra Mundial, desempenhou o papel preponderante de ministro das Munições (1915-1916), e, depois da Guerra, desempenhou o papel de chefe de Governo (1916-1922). Conduzido com energia o comando da guerra, reforçou a coordenação com os Aliados, impondo ao Estado-
-Maior a unidade de comando sob as ordens de Foch (1918) e mostrou-se hábil negociador quanto ao tratado de Versalhes. Teve grande popularidade desde então, mas a sua aliança com os conservadores dividiu definitivamente o partido liberal, cuja decadência se acelerou. Reconhecendo o Estado Livre da Irlanda em 1921, Lloyd George pôs fim à crise irlandesa, mas abandonado pelos seus partidários conservadores, teve que se demitir.


   Ludendorff, Erich von (1865-1937) - Militar alemão, considerado o melhor estratega do seu tempo, serviu no Estado-Maior e chefiou as operações na Primeira Guerra Mundial. No Parlamento alemão dos anos 20 viria a defender o nacional-socialismo e a exterminação dos judeus.


   Orlando, Vittorio Emanuele (1860-1952) - Político italiano, várias vezes ministro de 1903 a 1917, tornou-se presidente do conselho de Outubro de 1917 a Junho de 1919. Participou na Conferência de Paz (Abril-Maio de 1919) e desempenhou uma importante função na elaboração do pacto da S.D.N. Em seguida opôs-se a Mussolini.


   Pétain, Philippe (1856-1951) - Marechal da França. Encontrava-se em vésperas de passar à reserva como coronel quando rebentou a Primeira Guerra Mundial. A partir de Fevereiro de 1916, vê-se na incumbência de defender Verdun, missão que desempenha heroicamente. Em 1917 é nomeado comandante chefe dos exércitos do Norte e do Nordeste e consegue, em circunstâncias desfavo-
ráveis e penosas para o seu exército, levantar a moral dos homens e conduzir a ofensiva geral na Primavera de 1918. No mesmo ano recebe o bastão de marechal de França. Em 1925, brilha nas campanhas de Marrocos contra Abd-el-Krim. Em 1940 assume a chefia do Governo e, confrontado com o caos em que se encontrava o Exército francês, resolve capitular em Julho de 1940 assinando um armistício com os alemães. À cabeça do governo colaboracionista de Vichy, cedeu às exigências alemães. Em 1944, foi preso pelos Aliados, e De Gaulle fê-lo julgar sob a acusação de traição. Morreu na prisão.


   Wilson, Thomas Woodrow (1856-1924) - Esta-
dista norte-americano, advogado, presidente da universidade de Princeton (1902), tornou-se o líder do partido democrata. Governador de New Jersey (1910), foi eleito, em 1912, presidente do E.U.A. à guerra junto dos Aliados. Reeleito, Wilson esforçou-se por prolongar a paz na Europa, a partir de 1919, nela aplicando um sistema de segurança colectiva. Todavia, apesar de ter sido o criador da Sociedade das Nações, não conseguiu obter a adesão dos seus concidadãos ao seu ideal. Em 1921, teve de deixar o poder aos republicanos.

CONFERÊNCIAS DE PAZ

 


  No período pós-guerra, várias conversações de paz foram feitas, mas, a atitude dos E.U.A., o desentendimento entre as potências aliadas e as revoluções na Europa central retardaram e complicaram-nas. Das várias conversações de paz feitas, salientam-se as seguintes:


   

  • TRATADO DE VERSALHES

  Tratado assinado no dia 28 de Junho de 1919 entre as potências aliadas vencedoras da Primeira Guerra Mundial e a Alemanha derrotada que, além de pesadas indemnizações, teve que se submeter a condições extremamente duras, tais como: a cessão da Alsácia-Lorena à França, da Alta Silésia, da Prússia Ocidental, de Poznan, de Hiucin, de Memel à Polónia, e Eufen e Malmédy à Bélgica; a cessão à recém criada Sociedade das Nações da região industrial do Sarre; a conversão de Dantrig (actual Gdansk) em cidade livre; a entrega das colónias em regime de mandato à Bélgica, França, Grã-Bretanha, África do Sul, Austrália, Nova Zelândia e Japão; a limitação dos efectivos do exército a 100.000 homens; a proibição de fabricar material bélico; a eliminação do Estado-Maior; a ocupação do Reno, pelas forças aliadas, por um período de 15 anos.

   

  • TRATADO DE SAINT-GERMAIN-EN-LAYE

  Tratado assinado no dia 10 de Setembro de 1919 entre os Aliados e a Áustria, ratificando o desmembramento da antiga monarquia dos Habsburgos, que ficou reduzida às zonas em que se falava o alemão. A Itália ficou com o Tirol, a Ístria e o Trieste, assim como algumas ilhas dálmatas, a Jugoslávia com a Dalmácia, parte da Carníola e da Coríntia, e a Polónia com a Galícia.

   

  • TRATADO DE NEUILLY

  Tratado assinado no dia 27 de Novembro de 1919 em que a Bulgária reconhecia o novo Estado da Jugoslávia e cedia à Grécia a região da Trácia.

   

  • TRATADO DE TRIANON

  Tratado assinado no dia 4 de Junho de 1920, forçava a Hungria a reduzir o seu exército a 35.000 homens e a ceder território à Jugoslávia, Checoslováquia e Roménia.

   

  • TRATADO DE SÈVRES

  Tratado assinado no dia 10 de Agosto de 1920, levava a Turquia a ceder grandes territórios à Grécia, a conceder a autonomia ao Curdistão, a independência à Arménia e a renunciar vastas parcelas de território a favor do Egipto, da Síria, da Arábia e da Palestina.

   

  • TRATADO ITÁLO-JUGOSLAVO

  Tratado assinado no dia 12 de Novembro de 1920 em que a Dalmácia passava a pertencer à Jugoslávia e Fiume se convertia em estado livre.

   

  • TRATADO DE LAUSANNE

  Tratado assinado no dia 24 de Julho de 1923 entre a Turquia e os Aliados, veio substituir o Tratado de Sèvres. Suprimiu as capitulações e regulamentou a passagem de navios nos Estreitos.

   

  • TRATADO DE BREST-LITOVSKI

  Tratado assinado no dia 3 de Março de 1918 entre a Alemanha e os Russos, teve o papel de por fim à participação russa na 1ª Guerra Mundial.

   

  • SOCIEDADE DAS NAÇÕES (SDN)

  Organismo político criado entre os Estados signatários do Tratado de Versalhes, em 1920 e implantado no ano seguinte na cidade Suíça de Genebra. Tinha como objectivo promover a cooperação entre as nações para garantir a paz e a segurança mundial. Era constituída por dois órgãos deliberativos: o Conselho e a Assembleia Geral. Tinha um carácter restrito, agrupando as potências coloniais imperialistas, o que fez com que degenerasse uma assembleia de repartição de territórios. Mostrou-se incapaz de resolver os conflitos mais graves que conduziram à Segunda Guerra Mundial. Foi oficialmente dissolvida após a derrota do Eixo e substituída pela ONU - Organização das Nações Unidas -, em 1946.


  CRONOLOGIA

 


   1914

28 de Junho - O arquiduque Francisco Ferdinando e a esposa são assassinados em Sarajevo.

23 de Julho - A Sérvia responde ao exigente ultimatum da Áustria-Hungria cedendo em quase todos os pontos.

28 de Julho - A Áustria-Hungria declara a guerra.

30 de Julho - Mobilização geral russa.

31 de Julho - Ultimatum alemão à Rússia e à França.

1 de Agosto - Mobilização geral na Alemanha e na França. A Alemanha declara guerra à Rússia.

2 de Agosto - Ultimatum alemão à Bélgica, país neutral.

3 de Agosto - Declaração de guerra da Alemanha à França. Declaração de neutralidade da Itália.

4 de Agosto - Invasão da Bélgica pelo exército alemão. A Inglaterra declara guerra à Alemanha.

18 de Agosto - Ofensiva alemã contra a Bélgica. Ofensiva russa contra a Prússia Oriental.

Setembro - O exército francês, comandado por Joffre, trava no Marne o avanço alemão, ao mesmo tempo que a frente ocidental se estabiliza numa guerra de trincheiras. Hindenburg derrota os russos em Tannenberg.

Outubro - A Turquia junta-se aos impérios centrais.


   1915

Fevereiro - Ofensiva aliada, infrutífera.

Maio - A Itália junta-se aos aliados e ataca a Áustria-Hungria.

Outubro - A Bulgária junta-se aos impérios centrais. Desembarque aliado em Salónica.

Novembro - A Sérvia é completamente derrotada na planície de Kosovo Polje.


   1916

Fevereiro - Ofensiva alemã em Verdun.

Junho - A Rússia ocupa a Bucovina e a parte oriental da Galícia, mas sofre perdas enormes (2 milhões de homens) na prolongada ofensiva.

Julho - Os britânicos iniciam a ofensiva do Somme e sofrem baixas tremendas.

Agosto - A Roménia junta-se aos aliados. Hindenburg e Ludendorff tomam o poder na Alemanha.

Dezembro - Lloyd George é nomeado primeiro-ministro do governo britânico e coligação.


   1917

31 de Janeiro - A Alemanha inicia a guerra submarina contra a navegação mercante.

Março - Início da Revolução Russa.

6 de Abril - Os Estados Unidos da América declaram guerra à Alemanha.

Outubro - A Alemanha ajuda a Áustria-Hungria na guerra contra a Itália e vence em Caporetto.

Novembro - Na Rússia triunfa a «Revolução de Outubro». Em França, Clemenceau sobe ao poder.


   1918

3 de Março - Tratado de paz de Brest-Litivsk entre a Alemanha e os soviéticos. A Alemanha lança a sua ofensiva na frente oriental.

Maio - Tratado de paz dos impérios centrais com a Roménia.

Julho - O contra ataque aliado, comandado por Foch, detém os alemães no Marne.

8 de Agosto - As linhas alemãs são rompidas no Somme.

29 de Setembro - A Bulgária rende-se.

30 de Outubro - A Turquia rende-se.

11 de Novembro - A Alemanha assina o armistício.


   1919

28 de Junho - A Alemanha assina o tratado de Versalhes (perde a Alsácia-Lorena, o norte de Schleswig, a Alta Silésia e as colónias). A Áustria-Hungria é dividida em estados independentes.

10 de Setembro - É assinado o tratado de Saint-Germain-en-Laye.

27 de Novembro - É assinado o tratado de Neuilly.


   1920

4 de Junho - É assinado o tratado de Trianon.

10 de Agosto - É assinado o tratado de Sévres.

12 de Novembro - É assinado o tratado Itálo-Jugoslavo.


 




  MAPAS


  

 

 

As alianças europeias e os principais pontos de tensão antes da I Guerra Mundial

 

 


 

 

 

As frentes da Guerra - para além das principais áreas onde se desenrolou o conflito, pode-se também observar a localização das principais batalhas terrestres e marítimas

 

 


 

 

A Europa e o Médio Oriente após a guerra


 



 

José Nogueira Reis


  DESENROLAR DA GUERRA


   1914 - O FRACASSO DO PLANO ALEMÃO

  Violando a neutralidade estabelecida pela Bélgica, os alemães inicialmente apoderaram-
-se de Liège, de 7 a 16 de Agosto, depois de Charleroi, de 21 a 23 de Agosto, e de Mons, em 23 de Agosto. Em seguida, ganharam a batalha nas fronteiras francesas, principalmente na Lorena (Morhange) e nas Ardenas, de 20 a 23 de Agosto, forçando depois os exércitos franceses e o britânico de French a baterem em retirada, primeiro até ao Aisne e depois para o sul do Marne. Mas, de 6 a 13 de Setembro, Joffre, auxiliado por Gallieni, governador de Paris, conseguiu, com a sua vitória no Marne, deter a invasão, o que provocou a substituição de Moltke por Falkenhayn, a 14 de Setembro. Após os combates da Corrida para o mar e do Conflito de Flandres de Setembro a Novembro, nos quais se distinguiu Foch, coordenando, em nome de Joffre, a resistência belga, britânica e francesa, fez estabilizar uma frente de 750km, desde o mar do Norte até à Suíça.


    FRENTES RUSSAS:

    Na Prússia oriental, os russos, tomando a ofensiva, foram detidos por Hindenburg em Tannenberg, a 25 de Agosto, mas, na Galícia, apossaram-se de Lvov, a 3 de Setembro, e obrigaram os austro-húngaros a capitular nos Cárpatos, onde a frente se estabilizou. Na Sérvia, os austro-húngaros foram rechaçados em todos os pontos, e os sérvios recuaram até Belgrado, a 13 de Dezembro.

    GUERRA NAVAL:
    Os Aliados que tinham a hegemonia graças à Grã-Bretanha, adquiriram o domínio dos mares e impuseram-se em bloco aos impérios centrais, aos quais desejavam com muita ansiedade "asfixiar". Depois de ter combatido os ingleses ao longo do cabo Coronel no 1º de Novembro, a esquadra alemã do Pacífico (M. von Spee), permanecendo isolada no mar, foi destruída em Falkland no dia 8 do mês de Dezembro.

    NATAL DE 1914:
    Sem conseguir obter pelas armas a decisão rápida esperada no oeste, a Alemanha teve que aceitar uma frente oriental, mas conservando ainda a ofensiva. A França, cujas ricas províncias do norte e do leste foram ocupadas, viu decrescerem os seus potenciais humanos e económicos. Perdeu, primordialmente, 93 altos-
-fornos de um total de 123, 90% do seu potencial mineral de ferro e 40% do carvão. Estabeleceu-se uma guerra de tipo totalmente novo, que envolvia o conjunto das populações. Ela se prenunciava como prolongada e integral, nos planos económicos, diplomáticos e principalmente morais.

 

   1915 - O ANO INDECISO

  Ao constatar o fracasso do plano Schlieffen, Falkenhayn decidiu eliminar inicialmente a Rússia, para voltar-se em seguida contra a França e a Grã-
-Bretanha. Em Maio, os alemães, ajudados no sul pelos austro-húngaros, infligiram um golpe decisivo aos russos em Gorlice, na Galícia, obrigando-os assim a evacuar a Polónia e a restabelecerem-se, em Setembro, numa linha que ia desde Riga até à fronteira romena que cujo nome era Ychernovtsy.

    NOS BALCÃS:
    A operação deflagrada pelos Aliados, em Fevereiro e Março, a pedido da Grã-
-Bretanha e estimulada por Churchill, visando a forçar passagem pelo estreito de Dardanelos, apoiar os russos e isolar os turcos, que há algum tempo ameaçavam o canal de Suez, representou um fracasso. A Bulgária, entrando na guerra a 5 de Outubro, provocou a derrocada da Sérvia, conquistando-a. Finalmente, os Aliados desembarcaram em Salónica, em Outubro, numa Grécia neutra, mas dividida entre simpatizantes dos Aliados (Venizelos) e dos alemães (o rei Constantino e o seu cunhado Guilherme II).

    A OESTE:
    Tratava-se sobretudo, para os franceses, de libertar seu território, conseguindo "furar" uma frente que passava a 90km de Paris. Contudo, os ataques ocorridos em Champagne, em Fevereiro, Março e Setembro, e em Artois, em Maio e Setembro, fracassaram. Estes foram extremamente violentos, especialmente para a infantaria francesa, mas, ao manter dois terços das forças alemãs a oeste, contribuiram para evitar a derrocada russa.

    GUERRA NAVAL E OUTRAS FRENTES:
    A ofensiva submarina alemã, que em 1914 começara a lançar-se contra o bloqueio e a arruinar o comércio britânico, foi oficialmente deflagrada em Fevereiro de 1915. Mas, os protestos americanos, devido ao torpedeamento, em 7 de Maio, do navio britânico Lusitânia, que transportava passageiros norte-americanos, obrigaram a Alemanha a adiar, no momento, aquela forma de guerra. A entrada da Itália em cena, ao lado dos Aliados e ao declarar guerra à Áustria-Hungria, em 20 de Maio, provocou a formação de uma nova frente, que ia do Trentino ao Karst. Em Julho, os ingleses ocuparam todo o Sudoeste Africano pertencente à Alemanha.

    BALANÇO:
    A Alemanha conseguiu afastar muito bem qualquer perigo que ameaçasse sua frente de leste, mas a Rússia continuava a resistir; o czar recusou por três vezes as ofertas que os alemães lhe propuseram de uma paz em separado, o que levou Berlim, a partir daí, a aceitar a Revolução Russa. As iniciativas dos Aliados foram decepcionantes, o que os fez considerar indispensável coordenarem seus esforços. Um primeiro passo neste sentido foi obtido por Joffre na conferência interaliada de Chantilly, em Dezembro.

 

   1916 - O ANO DE VERDUN

  Falkenhayn, tendo decidido deixar a situação "apodrecer" na Rússia, decidiu eliminar o exército francês, instrumento da força britânica no continente e que considerava seu princi-pal adversário. Assim, de 21 de Fevereiro até meados de Agosto, os alemães procuraram uma solução em Verdun através do esgotamento dos recursos humanos do exército francês, os quais, durante uma luta de trincheiras sangrenta, resistiram vitoriosamente sob o comando dos generais Pétain e Nivelle. De Outubro a Dezembro, as contra-ofensivas de Mangin libertaram toda a cidade (retomada de Douaumont e de Vaux). Esta batalha não impediu Joffre e Haig de deflagrarem, de Julho a Outubro, uma ofensiva contra o Somme, onde os ingleses utilizaram tanques de guerra pela primeira vez, em Flers, em 15 de Setembro.


    A LESTE:
    Para socorrer Verdun e permitir a ofensiva aliada no Somme, os russos, comandados por Brussilov, obtiveram, na Galícia e em Bucovina, de Junho a Agosto, uma brilhante vitória, que seria a última do exército do czar. Ademais, a entrada da Roménia na guerra, do lado dos Aliados, a 28 de Agosto, pôs em perigo o abastecimento de trigo e petróleo da Alemanha, provocando a substituição de Falkenhayn. Hindenburg e Ludendorff substituiram-no, encarregando-o da conquista da Roménia (o que fez em três meses), enquanto, em Verdun, decidiram passar à defensiva.

    O IMPASSE DA GUERRA DE DESGASTE:
    Nos Balcãs, o exército sérvio, recomposto em Corfu, atacou e invadiu Monastir (Bitola, a 19 de Novembro), enquanto os Aliados estavam na Macedónia. No Médio Oriente, o rei Husayn, do Hedjaz, aconselhado pelo inglês Lawrence, sublevou a Arábia contra os turcos. Estes forçaram os ingleses a capitular em Kut al-'Amara, a 28 de Abril, e reiniciaram os ataques a Suez. Na Alemanha, a oposição de Bethmann-Hollweg, que se negava a admitir o aumento do número de inimigos do Reich, impediu o reinício da guerra submarina. A frota alemã de alto-mar, comandada pelo almirante Scheer, enfrentou a "Grande Armada" britânica de Jellicoe na Jutlândia, a 31 e Maio. Apesar do seu relativo êxito, os alemães nunca mais ousaram lançar sua frota ao mar. Além disso, para eles, apenas uma utilização intensa de submarinos poderia ser decisiva.
    No final de 1916, apesar do seu fracasso em Verdun, a Alemanha conservava ainda a ofensiva, procurando obter a decisão através de outras formas de guerra. Em ambos os campos, as perdas tinham sido consideráveis e as crises de comando constituiram a consequência dessa guerra de desgaste. Todas as esperanças alemãs se depositaram em Hindenburg e, na França, Joffre teve de ser substituído por Nivelle, em Dezembro.

 

   1917 - O ANO INTRANQUILO

    Diante da atitude defensiva dos alemães, que, por medida de economia, encurtaram as suas linhas, em Fevereiro, Nivelle convenceu os ingleses da ideia de uma grande ofensiva que, rompendo a frente francesa, trouxesse enfim a decisão da guerra. Foi o completo fracasso de Chemin des Dames, a 16 de Abril, que determinou uma grave crise tanto na França quanto no seio do seu exército. Pétain, tendo substituído Nivelle, em 15 de Maio, contornou-
-a com uma compreensão humana igual à sua firmeza, e conseguiu deflagrar vitoriosamente alguns ataques limitados diante de Verdun, em Agosto, e em Malmaison, em Outubro. De seu lado, os ingleses infligiram duros ataques ao redor de Ypres, de Junho a Novembro, e depois em Cambrai, em Novembro, onde empregaram 400 tanques.

    O CESSAR-FOGO DA FRENTE RUSSA:
    A primeira revolução de Petrogrado terminou com a abdicação do czar, a 15 de Março. Os governos do príncipe Lvov, procuraram continuar a luta junto aos Aliados, mas o exército russo debandou em Bucovina, em Julho, e os alemães apossaram-
-se de Riga, a 3 de Outubro. A tomada do poder por Lenine e os bolcheviques, em 7 de Novembro (revolução dita "de Outubro"), provocou a abertura de negociações com Berlim. Estas levaram, em 15 de Dezembro, à assinatura do armistício-tratado de paz de Brest-Litovsk, que constituiu uma grande vitória para a Alemanha.

    CAPORETTO:
    Os alemães reforçaram as suas investidas contra os italianos, a fim de reintroduzir na guerra uma Áustria exaurida e abalada devido à oferta feita pelos Aliados ao imperador Carlos de uma paz em separado (transmitida por seus cunhados, os príncipes de Bourbon-Parma). Vencidos em Caporetto, a 24 de Outubro, os italianos recuaram até ao Piave, onde puderam reconstituir-se com a ajuda de um corpo franco-britânico (Fayolle). No Médio Oriente, os ingleses apossaram-se de Bagdad, a 11 de Março, e de Jerusalém, a 9 de Dezembro.

    A OFENSIVA SUBMARINA ALEMÃ:
    Para dobrar a Grã-Bretanha, Guilherme II desencadeou no 1º de Fevereiro, uma guerra submarina decisiva, aceitando assim deliberadamente a entrada dos E.U.A. na guerra, concretizada em 2 de Abril. As perdas da força naval dos Aliados foram imensas (900.000t. em Abril, um recorde jamais alcançado durante a Segunda Guerra Mundial), e vitória dos submarinos alemães prolongou-se até ao inverno (70 no mar contra 130 em reparos), sem contudo conseguir abater a Grã-Bretanha.

    BALANÇO:
    Os alemães eliminaram a frente russa, mas com o êxito da sua ofensiva submarina não foi decisivo. Na França, a crise moral e política que se seguiu à dos exércitos levou Poincaré a confiar, em Novembro, o governo a Clemenceau. O programa deste era: "Eu faço a guerra". Para os Aliados, o exército norte-americano ainda não estava preparado para intervir, mas a ajuda dos E.U.A. já se fazia sentir directamente nos domínios naval, económico e financeiro. Se desejassem a vitória, os alemães deveriam, portanto, terminar a guerra o mais breve possível.

 

   1918 - A VITÓRIA DOS EXÉRCITOS DE FOCH

    O plano de Ludendorff era decidir a guerra na França antes do verão, isto é, antes do desenvolvimento maciço dos norte-ameri-
canos. Como necessitava de cerca de 700.000 homens que estavam na frente leste, Ludendorff obrigou a Ucrânia e a Rússia (tratados de Brest-Litovsk de 9 de Fevereiro e de 3 de Março), depois da Roménia (tratado de Bucareste, em Maio, na Picardia), a abrir uma brecha de 20km entre os exércitos franceses e britânicos. Esta brecha ameaçou Amiens. Diante do perigo, Lloyd George e Clemenceau confiaram o comando único a Foch, em Doullens, a 26 de Março. Este, coordenando a acção de Haig e Pétain, salvou Amiens. O general-chefe conseguiu depois resistir às novas investidas de Ludendorff nas Flandres, em Abril, desde o Chemin des Dames até ao Marne, em Maio, no Matz, em Junho, e finalmente em Champagne, a 15 de Julho. Os alemães perderam a situação ofensiva e, desta vez, a sorte mudou de lado. Foch, que agora dispunha de 16 divisões norte-ameri-
canas do general Pershing, lançou uma série de contra-ofensivas em Villers-
-Cotterêts, a 18 de Julho, na Picardia, a 8 de Agosto, e desde o rio Mosa até ao mar, em Setembro, brigando os alemães a baterem em retirada em Gand, Cambrai e Sedan. A 4 de Novembro, Hindenburg, que se separou de Ludendorff, viu-se constrangido a ordenar a retirada geral para o Reno e a pedir aos Aliados, no dia 7, um armistício, o qual foi assinado no dia 11 em Rethondes, depois de abdicação de Guilherme II.


    VITÓRIA NOS BALCÃS E NAS OUTRAS FRENTES:
    Franchet d'Esperey, colocado em Junho à frente do comando dos exércitos aliados do Oriente (franceses, sérvios, gregos, ingleses e italianos), encetou uma ofensiva decisiva na Macedónia, em 15 de Setembro. Depois de obrigar a Bulgária a pedir o armistício, a 29 de Setembro, as sua forças entraram na Roménia e ameaçaram a Turquia e a Áustria. Estremecida inclusive pela vitória italiana de Vittorino Veneto, a 24 de Outubro, a Áustria assinou o armistício em Pádua, a 3 de Novembro. A dupla monarquia foi destituída: húngaros e tchecos declararam a sua independência, enquanto em Viena o imperador Carlos abdicava e era proclamada a República da Áustria, sendo a sua anexação à Alemanha recusada pelos Aliados.
    Na Palestina os ingleses tomaram a ofensiva, em Setembro, e apoderaram-se de Beirute, de Damasco e de lepo, a 25 de Outubro. No dia 30, os turcos tiveram de assinar o armistício de Mudros. Finalmente, a 14 de Novembro, os alemães depuseram as armas na África oriental.
    Em 1918, os Aliados, que haviam adoptado um sistema lento mas seguro de comboio de navios, puderam lutar com mais eficácia contra os U-Boot alemães. Embora estes afundassem mais de 2,7 milhões de toneladas de navios aliados, não puderam impedir o transporte, para a França, de 2 milhões de soldados norte-
-americanos. Cento e setenta e seis submarinos alemães foram entregues aos Aliados, enquanto a frota de alto-mar alemã foi conduzida a Scapa Flow, onde foi posta a pique em 21 de Junho de 1919. reis22@lycos.com